
O número que a IA mostra pode estar errado (e o nosso estava)
O painel dizia que o atendente de IA marcava quase 5 vezes mais horários do que marcava de verdade. A causa estava em quem contava.
Ler o postUma regra simples pra IA não atrapalhar quem já marcou acabou engolindo o pedido de quem queria trocar de horário.
Imagem ilustrativaToda regra que você coloca num atendente de IA parece óbvia quando nasce. Esta parecia: "se o cliente já fechou um horário, fica com ele e a IA não fala mais nada". A ideia era não incomodar quem já estava resolvido.
Numa barbearia que a gente atende, um cliente pediu pra trocar o horário que já tinha. A equipe respondeu "não dá" no grupo interno, mas a resposta não chegou até ele. A regra viu que ele "já tinha horário" e ficou quieta. O cliente, preso em casa, seguiu esperando uma resposta que não veio.
A mesma frase descrevia duas situações opostas:
A diferença está em quando o horário nasceu. Se a reserva foi criada depois do pedido, o assunto acabou. Se ela já existia antes, o pedido continua aberto.
A IA passou a comparar a data em que a reserva foi criada com a data do pedido do cliente. E mensagem que alguém da equipe manda à mão, fora do atendente, passou a entrar na memória da conversa, pra IA saber o que já foi dito.
Regra de atendimento escrita em uma linha costuma esconder dois casos. Antes de colocar uma no ar, a gente procura a situação em que ela faz o contrário do que o dono quer, e testa essa situação com uma conversa de verdade.

O painel dizia que o atendente de IA marcava quase 5 vezes mais horários do que marcava de verdade. A causa estava em quem contava.
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Toda madrugada um time de bots lê as conversas dos nossos atendentes de IA, aponta o erro, corrige e testa. Como isso funciona.
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Uma construtora com o mesmo nome de outra, um material de origem errada e o que a gente mudou pra não repetir.
Ler o postO que a gente construiu, o que quebrou e o que aprendeu. Sem spam e sem promessa milagrosa.